Comício em Almada: Portugal precisa de uma mudança!

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Intervenção de Francisco Lopes no comicio em Almada

Foi ao som da «liberdade» e da «esperança», pela voz de Luísa Basto, que a sala da Academia Almadense se encheu para assistir ao penúltimo grande comício da candidatura de Francisco Lopes à Presidência da República, que promete derrotar, já no dia 23 de Janeiro, a política de direita, executada pelo PS e pelo PSD ao longo dos últimos anos. Amanhã o dia será dividido entre Almada, Porto e Guimarães.

Foram muitos mais de mil aqueles que não quiseram perder aquele grande momento político, que abriu com palavras de Ary: «E se Abril ficar distante; Desta terra e deste povo; A nossa força é bastante; Para fazer um Abril novo!».
Depois da actuação de Luísa Basto, e de subirem ao palco sindicalistas, trabalhadores, autarcas, mandatários, jovens, deputados, entre outros, interveio Jerónimo de Sousa que salientou a importância da candidatura de Francisco Lopes no quadro das eleições que se estão a travar. «Sem a candidatura de Francisco Lopes estas eleições seriam um deserto de projectos alternativos e um mero confronto entre candidaturas mais “assim” ou mais “assado”, que redopiavam à volta das mesmas opções, da política económica e social, formatadas e tuteladas pela Europa do grande capital monopolista e pelo directório de grandes potências», afirmou.
Para além de criticar o actual Presidente da República, o Secretário-geral do PCP falou dos apoiantes da candidatura de Cavaco Silva, que são, nada mais, nada menos, «os grandes banqueiros, os donos dos grandes grupos económicos, as maiores fortunas do País, aqueles que viveram à conta do Estado, da especulação, em alguns casos, da corrupção». «Nenhum trabalhador, reformado ou pensionista, pobre ou desempregado, pode estar ao lado da candidatura de Cavaco Silva, porque, como diz o nosso povo, “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”», afirmou, lembrando que Portugal precisa de uma «ruptura» e de uma «mudança» política. «Temos muito trabalho pela frente. Não nos deixemos vencer pela ideia dos vencedores antecipados. O povo português é o juiz, é quem vai decidir no dia 23 de Janeiro», acrescentou.

Confiança nos trabalhadores

Por último falou Francisco Lopes que manifestou «confiança» nos «trabalhadores, no «povo», na «sua capacidade de mobilização», no «trabalho que temos que fazer até domingo para juntar mais vozes à nossa voz».
Fez ainda um historial dos assuntos tratados ao longo dos últimos dias, que passaram, por exemplo, pela produção nacional, «na necessidade de aproveitar todos os recursos do nosso País, para pôr “Portugal a Produzir”, para exportar mais, para criar mais riqueza, para ser mais independente e mais soberano». Esta é ainda, continuou, a «única candidatura que trouxe para o debate a valorização do trabalho e dos trabalhadores, dos seus direitos, o reconhecimento e valorização das liberdades de acção sindical, de manifestação». «Aqueles que criam a riqueza devem ser tratados como merecem», acentuou.
Francisco Lopes trouxe ainda para esta campanha, como nenhuma outra candidatura, «a situação da juventude, condenada por este rumo, a ter como alternativa o desemprego, os baixos salários e a precariedade». «Colocamos para o futuro a necessidade de combater e de eliminar essa chaga social que é a precariedade no trabalho, que atinge tão profundamente as novas gerações».
A candidatura da «ruptura e mudança» falou, de igual forma, dos direitos das mulheres, dos problemas dos micro, pequenos e médios empresários, dos reformados e idosos e das pessoas com deficiência.«Os problemas que hoje se sentem são consequência de um rumo que abdicou da soberania e da independência do nosso País», acusou, alertando que «Portugal não aguenta muito mais anos nesta direcção. As eleições presidenciais são uma oportunidade integrada num processo de mudança do nosso País.»

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